Realidade Virtual leva Tribunal de Dallas a condenar Facebook a pagar 500 milhões de dólares

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A decisão a tomar era para a pergunta: o Facebook roubou a tecnologia de realidade virtual para o Oculus Rift à ZeniMax Media? Decisão do júri federal de Dallas, por unanimidade dos nove membros: embora os réus não tenham roubado segredos comerciais, a Oculus violou os direitos de autor da ZeniMax. Ficou também provado que a Oculus violou um acordo de não divulgação com a ZeniMax. Mais, o júri considerou ainda que a Oculus e dois outros réus violaram as marcas registadas da ZeniMax. Multa: 500 milhões de dólares.

Fundada em 2012 por Palmer Luckey, a Oculus construiu o protótipo Rift. Mais tarde, Luckey une-se a John Carmack, um programador de videojogos do Texas, que trabalhou para a ZeniMax. Luckey enviou a Carmack o seu headset de realidade virtual. Carmack criou software especializado para aquele headset, e adicionou-lhe ainda outros componentes. O dispositivo foi apresentado em junho de 2012 na Electronic Entertainment Expo, utilizando-o na demonstração de um jogo da ZeniMax chamado Doom 3: BFG.
A queixa nasce em 2014, quando Carmack foi trabalhar para a Oculus como diretor de tecnologia.
Quando o Facebook comprou a Oculus, em 2014, este processo já estava pendente. Nessa altura, o Facebook pagou 2 mil milhões de dólares pela Oculus. Antes da compra da Oculus pelo Facebook, Carmack insistiu num acordo de indemnização, que especificamente o protegesse de qualquer acordo ou julgamento envolvendo a ZeniMax e o Oculus Rift. Do ponto de vista da ZeniMax, Carmack traiu o seu antigo empregador e usou propriedade intelectual para criar a Rift. O júri agarrou-se à violação da marca registada. A prova-chave foi um vídeo de financiamento para a Oculus Kickstarter que apresentava marcas registadas da ZeniMax. Resultado e decisão do tribunal de Dallas: multa de 500 milhões de dólares.