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Insolvências registaram subida em junho

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No mês passado, o número de insolvências atingiu as seis centenas, mais 15,2% que em igual período do ano passado. Assim, junho é o segundo mês do ano com mais insolvências, só ultrapassado por maio, que tem, até agora, o recorde com 723. Foram criadas 3345 novas empresas, menos sete que em 2017; no primeiro semestre de 2018 foram constituídas 24353 empresas, total que representa um aumento de 11,1% face a 2017 e 18,8% face a 2016.

Refira-se que a conclusão de processos no primeiro semestre de 2018 cresceu 21,5% face a 2017, enquanto os pedidos de insolvência , requeridos ou apresentados pelas próprias empresas, apresentaram uma redução de 9,4%. A aprovação de planos de insolvência também diminuiu de um total de 62 em 2017 para 44 no primeiro semestre deste ano (-29%). Os primeiros seis meses de 2018 totalizaram 3.600 ações de insolvência contra 3.391 de 2017 (+6,2%).
Em termos geográficos, até final de junho, 68% dos 22 distritos do país registaram um aumento no número de insolvências. Lisboa e Porto mantém-se como os distritos com maior número de insolvências, 994 e 806 respetivamente, valores que em relação a 2017 traduzem aumentos de 0,2% em Lisboa e 18,9% no Porto. O ranking dos seis principais distritos com mais insolvências completa-se com os distritos de Braga (283), Aveiro (271), Setúbal (221) e Santarém (128).
As subidas mais notórias no total de insolvências no primeiro semestre deste ano registam-se nos distritos de Beja (130%), Angra do Heroísmo (100%), Castelo Branco (59,5%), Guarda (51,7%), Vila Real (47,2%), Bragança (37,5%) e Faro (34,1%). Apenas sete distritos do total nacional apresentaram uma diminuição nas insolvências: Horta, que desceu 40%, Viseu a recuar 21,4%, Madeira, com uma quebra de 17,3%, Évora (13,6%), Viana do Castelo (11,7%), Leiria (11,6%) e, por último, Setúbal (11,2%).
Em termos setoriais, no primeiro semestre de 2018, apenas dois setores apresentam um decréscimo de insolvências: Telecomunicações, numa descida de 33,3% e Transportes que recuou 11,6%. Os maiores aumentos surgem na Indústria Extrativa, ao disparar 160%, Eletricidade, Gás, Água que subiu 25%, Agricultura, Caça e Pesca, com crescimento de 13,6%, Comércio de Veículos (14,8%), Comércio a Retalho (9,4%) e por Grosso (10,2%).
Constituições continuam a crescer
No acumulado de 2018 já foram constituídas 24.353 novas empresas, mais 11,1% que em 2017 e 18,8% face ao primeiro semestre de 2016. Lisboa e Porto dominam também nas constituições com totais acumulados de 8.396 e 4.338, respetivamente. Lisboa cresce 17,4% em relação a 2017 e o Porto aumenta 13,8%. O pódio dos maiores aumentos é liderado, no entanto, pelos distritos de Setúbal (+21,3%) e da Guarda (+18,5%). Os maiores decréscimos verificam-se nos distritos da Horta (-31,4%), Portalegre (-26,8%) e Beja (-17,1%).
No primeiro semestre de 2018, os setores que manifestam maior peso nas constituições são: Outros Serviços (47,4%), Hotelaria / Restauração (12,1%), Construção e Obras Públicas (9,5%), e Comércio a Retalho (8,3%).
Fonte
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/junho-foi-o-segundo-mes-com-maior-numero-de-insolvencias-numa-subida-homologa-de-152-329835